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Ser psicóloga: os bastidores da mente e do coração durante a sessão de terapia

  • Foto do escritor: Psicóloga Karina Yoshimura
    Psicóloga Karina Yoshimura
  • 27 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

Hoje é o dia do Psicólogo! O meu dia e o de tantos colegas dedicados à alma humana e à ciência psicológica.


Na terapia, cada palavra dita, cada intervenção e cada gesto importam, e não são aleatórios.


Quando você vê o psicólogo em ação, não imagina tudo o que acontece nos “bastidores” da mente dele, em uma única sessão!


De fora, talvez pareça uma simples conversa.


Na verdade, a mente do psicólogo está trabalhando sem parar, processando o que está sendo dito em palavras, atitudes, gestos, tom de voz... com ouvidos, olhos e coração bem atentos.


Naquele mesmo momento, o psicólogo não perde de vista a sua história de vida, nem o que foi dito em outros momentos. A memória tem que ser boa! Enquanto você prossegue falando, ele está quietinho ali juntando as peças de um quebra-cabeças e entendendo melhor o seu caso.



Enquanto tudo isso acontece na cabeça do seu psicólogo, ele decide o que virá a seguir: pode ser uma nova pergunta, uma reflexão, uma vivência; ele pode até fazer um silêncio e esperar você, ou só acolher o seu sofrimento, se hoje está difícil.


Em todas essas escolhas, nada é aleatório. Tem técnica e abordagem: tem ciência. Há uma construção do seu caso e um plano de terapia, e cada sessão, cada conversa, é um passo adiante!


Só que o psicólogo não é um robô. Ele vem com tudo: com suas habilidades, raciocínio, conhecimento, sua história de vida e o seu coração – sim, este é fundamental ou a terapia não funciona. A tal empatia, tão necessária nesta profissão.


Não sendo uma máquina, o psicólogo tem espontaneidade, claro, mas ela tem limites: até mesmo a descontração ou risada, ou um jeito mais solto, mais distante ou mais próximo, ele se permite levando em conta que seja bom ao seu processo.


Ele é um profissional, mas certamente você tem um lugar no coração do seu psicólogo. Mesmo quando se encerra a terapia, ele sempre se lembrará de você e torcerá pela sua felicidade, pois durante o período em que te acompanhou, certamente era o que ele queria.


Esta é uma profissão que se exerce com muita responsabilidade e técnica (não é tão fácil e simples como aventureiros supõem).


Mesmo assim, no fim das contas, há um encontro de almas humanas.


Ser psicóloga me realiza imensamente!


 
 
 

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Karina Yoshimura Alvarenga - CRP DF │ 20179    Brasília-DF, Brazil

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